A Pousada Sumaúma
A mata como anfitrião
Desde 2014, a Sumaúma recebe visitantes numa das faixas mais preservadas da Serra do Mar — com atenção, simplicidade e respeito pelo que a floresta pede.
Voltar ao inícioComo a Sumaúma chegou aqui
Tudo começou com uma pergunta que Fernanda e Roberto Albuquerque faziam a si mesmos desde os anos 1990: era possível receber pessoas dentro da Mata Atlântica sem transformá-la num cenário? Depois de duas décadas trabalhando com conservação ambiental em São Paulo, eles adquiriram a propriedade em Ubatuba em 2012 e passaram dois anos preparando-a antes de abrir as primeiras cabanas.
O nome vem da sumaúma, árvore-mãe das florestas tropicais — aquela cujas raízes tabulares sustentam o entorno e cujo dossel abriga dezenas de espécies. Era a metáfora certa para o que queriam construir: um lugar que sustenta sem dominar.
Hoje a pousada tem três tipos de estadia, um naturalista residente, uma cozinha comprometida com fornecedores locais e capacidade propositalmente pequena — nunca mais de seis hóspedes ao mesmo tempo — para que a experiência permaneça próxima e a mata, intacta.
Receber bem sem deixar rastro
A Sumaúma opera com um princípio simples: a floresta não pode sair perdendo. Cada decisão — desde o número de hóspedes por período até os fornecedores da cozinha — passa por esse filtro. Não por rigidez ideológica, mas porque acreditamos que experiências duradouras dependem de ambientes preservados.
Toda a madeira das cabanas vem de reaproveitamento ou reflorestamento certificado.
Resíduos orgânicos viram composto para a horta. O lixo seco é encaminhado para coleta seletiva em Ubatuba.
Energia solar abastece a área comum e parte das cabanas durante o dia.
Produtos de higiene disponíveis nas cabanas são biodegradáveis e de produtores regionais.
A equipe da Sumaúma
Fernanda Albuquerque
Bióloga com pós-graduação em ecoturismo pela UNICAMP. Coordena as operações da pousada e o relacionamento com fornecedores e parceiros locais.
Roberto Albuquerque
Engenheiro florestal, responsável pela manutenção das cabanas, trilhas e sistemas de energia da propriedade. É quem conhece cada árvore pelo nome.
Marcelo Coutinho
Zoólogo especializado em avifauna da Mata Atlântica. Mora na propriedade e acompanha os hóspedes nas trilhas e caminhadas noturnas desde 2016.
Padrões que guiam cada estadia
Não temos um manual de atendimento. Temos práticas consolidadas ao longo de anos, testadas com cada grupo que passou por aqui.
Segurança nas trilhas
Todos os percursos são revisados semanalmente. Nenhum grupo sai sem orientação prévia sobre o terreno, fauna e procedimentos de emergência. O guia carrega kit de primeiros socorros em todas as saídas.
Qualidade na cozinha
Ingredientes adquiridos de fornecedores com práticas conhecidas. Restrições alimentares atendidas quando informadas com antecedência. Cozinha em conformidade com normas sanitárias estaduais.
Impacto monitorado
Registramos regularmente a presença de espécies na propriedade em parceria com pesquisadores da UNESP São Paulo. Os dados orientam decisões sobre uso das trilhas e das áreas de descanso.
Privacidade dos hóspedes
Dados de reserva usados apenas para operação interna. Nunca compartilhados com terceiros sem consentimento. Política de privacidade disponível e aplicada.
Transparência comercial
Preços divulgados com clareza. O que está incluído em cada pacote é descrito por escrito antes da confirmação da reserva. Emissão de nota fiscal para pessoas jurídicas.
Reconhecimento externo
Cadastro ativo no Cadastur (Ministério do Turismo). Mencionada em publicações especializadas em ecoturismo no litoral norte de São Paulo em 2023 e 2024.
Ecoturismo no litoral norte de São Paulo
Ubatuba concentra uma das maiores extensões contínuas de Mata Atlântica preservada do Brasil. A Serra do Mar nessa região inclui áreas de Mata de Encosta, Restinga e fragmentos de floresta primária com espécies endêmicas que não existem em nenhuma outra parte do planeta. A Sumaúma está situada dentro dessa faixa, a uma altitude entre 120 e 340 metros, numa área que combina mata secundária madura e manchas de mata primária.
A pousada não oferece aventura no sentido convencional. O que oferece é atenção ao detalhe: o canto do trogon quando o sol ainda está baixo, o cheiro de terra úmida após a chuva da tarde, o rastro de um gambá na lama da trilha. Para quem trabalha com ciências naturais, o ambiente da propriedade tem valor de campo real. Para quem vem simplesmente descansar, o silêncio e o ritmo da floresta bastam.
A equipe da Sumaúma trabalha com grupos institucionais há mais de oito anos — universidades, institutos de pesquisa, ONGs ambientais e equipes corporativas em busca de imersão fora dos circuitos urbanos. Essa experiência acumulada se reflete na logística, no material de apoio e na forma como organizamos a rotina durante estadias mais longas.
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